Reciclagem e sustentabilidade

Por Paulo Neto – 3º Ano Com o adentramento do século XXI, o sistema capitalista vigente se fortifica cada vez mais, condicionando uma “razão instrumental” à sociedade, segundo Max Horkheimer. Essa razão é o conjunto de fatores que atiçam o consumismo na população, através dos...

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Por Paulo Neto – 3º Ano

Com o adentramento do século XXI, o sistema capitalista vigente se fortifica cada vez mais, condicionando uma “razão instrumental” à sociedade, segundo Max Horkheimer. Essa razão é o conjunto de fatores que atiçam o consumismo na população, através dos mais diversos métodos desenvolvidos pelas grandes empresas. Um deles, altamente eficiente na atualidade, é a obsolescência programada, que está causando um forte dano ao meio ambiente com a superprodução de eletrônicos.

Tal método consiste no desenvolvimento de produtos pouco duráveis, para que sejam rapidamente substituídos por outros com alterações mínimas. Isso é um ciclo que gera uma grande quantidade de resíduos eletrônicos, os quais, muitas vezes, são jogados em lixões ou aterros. Esses produtos são feitos com matéria-prima mais pesada, como baterias de lítio em celulares e placas de chumbo em televisores, que, em vez de serem facilmente reaproveitados pelas indústrias, causam fortes danos ao meio.

A falta dessa reciclagem, entretanto, não é de responsabilidade exclusiva das empresas capitalistas, mas, também, da população em geral. Por culpa da acelerada industrialização no Brasil, não houve a preocupação com o meio, não sendo criada, assim, uma consciência ambiental na sociedade. Logo, projetar o cuidado com o ambiente no âmbito social é de responsabilidade estatal, podendo ser feito, por exemplo, com apoio a ONGs e a publicação de anúncios televisivos, para fomentar a participação popular em planos de sustentabilidade, como a inserção da “Economia Colaborativa” no cotidiano.

Esse modelo de mercado conta com a participação do cidadão, que, por meio de comunidades virtuais, trocam produtos e serviços, reduzindo a circulação de novos produtos e aumentando a acessibilidade de preços. Ao mesmo tempo, as instituições privadas devem aplicar uma logística reversa à obsolescência programada, por meio do recolhimento de mercadorias não funcionais em troca de descontos em lojas, favorecendo a reciclagem dos materiais e barateando o custo de produção.

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